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1.
PORQUE INVESTIR NO MERCADO DE CAPITAIS?
A
medida que cresce o nível de poupança (parcela não consumida
da renda), maior é a disponibilidade para investir. A poupança
individual e das empresas (lucros) constituem a fonte principal
do financiamento dos investimentos em um país. Tais investimentos
são o motor do crescimento econômico e este, por sua vez,
gera aumento de renda, como conseqüente aumento da poupança
e do investimento.
Esse
é o esquema da circulação de capital, presente no processo
de desenvolvimento econômico. As empresas, à medida que
se expandem, carecem de mais e mais recursos, que podem
ser obtidos por meio de empréstimos de terceiros, reinvestimentos
de lucros, participação de acionistas. As duas primeiras
fontes de recursos são limitadas. Geralmente, as empresas
utilizam-nas para manter sua atividade operacional.
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Mas
é pela participação de novos sócios, os acionistas, que uma empresa
ganha condição de obter novos recursos não exigíveis, como contrapartida
à participação no seu capital.
Com
os recursos necessários, as empresas têm condições de investir
em novos equipamentos ou no desenvolvimento de pesquisas, melhorando
seu processo produtivo.
O
investidor em ações contribui para a produção de bens, dos quais
ele também é consumidor. Como acionista, ele é sócio da empresa
e se beneficia da distribuição de dividendos sempre que a empresa
obtiver lucros.
2.
BOLSA DE VALORES
As
bolsas de valores não são instituições financeiras, mas associações
civis sem fins lucrativos, constituídas pelas corretoras de valores
para fornecer a infra-estrutura do mercado de ações. Além disso,
é o local especialmente criado e mantido para negociação de valores
mobiliários em mercado livre e aberto, organizado pelas corretoras
e autoridades.
Além
de seu papel básico de oferecer um mercado para a cotação dos
títulos nelas registrados, orientar e fiscalizar os serviços prestados
por seus membros, facilitar a divulgação constante de informações
sobre as empresas e sobre os negócios que se realizam sob seu
controle, as Bolsas de Valores propiciam liquidez às aplicações
de curto e longo prazos, por intermédio de um mercado contínuo,
representado por seus pregões diários.
As
bolsas, preocupam-se em ser transparentes. Todos os negócios realizados
são públicos. Qualquer um pode, através da internet, saber qual
foi o último negócio realizado com uma determinada ação. Os preços
e as quantidades negociadas são divulgados instantaneamente para
todo o mundo.
Em
bolsa, a melhor oferta de venda sempre encontra a melhor oferta
de compra, naquele instante.
2.1
Mercado Primário
Mercado
em que as empresas vendem ações a investidores. Uma empresa pode
conseguir dinheiro com investidores, dando-lhes, em troca, ações.
Os recursos serão utilizados em projetos da empresa em que têm
um longo prazo de maturação, isto é, que só começarão a gerar
dinheiro daqui a alguns anos. A empresa só tem dois caminhos para
levantar esses recursos: contrair dívida ou vender ações. Optar
pela segunda alternativa é menos arriscado para as empresas, porque
os novos investidores tornam-se sócios apenas dos lucros.
2.2
Mercado Secundário
Mercado
em que os acionistas vendem suas ações para outros investidores.
As Bolsas de Valores são um recinto onde os investidores em ações
podem comprar ou vender seus papéis através de corretoras. As
empresas não se envolvem nessa etapa. Os negócios no pregão da
Bolsa são feitos entre antigos e novos acionistas das empresas.
O mercado de Bolsa é chamado de mercado secundário.
Diretamente,
as empresas não ganham nada com os negócios em Bolsa. No entanto
ninguém compraria uma ação diretamente de uma empresa se não tivesse
a oportunidade de vendê-la no momento em que desejasse. O mercado
de Bolsa (mercado secundário) é condição necessária para a existência
de um bom mercado primário.
Uma
empresa que possui ações com boa liquidez, isto é, muito negociadas
em Bolsa, terá mais facilidades em captar novos recursos no mercado
primário. Os novos sócios vão se sentir mais confortáveis diante
da possibilidade de vender as ações no momento em que desejarem.
3
SOCIEDADES CORRETORAS
As
sociedades corretoras são instituições financeiras membros das
Bolsas de Valores, devidamente credenciadas pelo Banco Central
do Brasil, pela CVM e pelas próprias bolsas, e estão habilitadas
a negociar valores mobiliários em pregão. As corretoras podem
ser definidas como intermediárias especializadas na execução de
ordens e operações por conta própria e determinadas por seus clientes,
além da prestação de uma série de serviços a investidores e empresas.
As
sociedades corretoras são fiscalizadas pelas Bolsas de Valores,
representando a certeza de uma boa orientação e da melhor execução
dos negócios de seus investimentos.
3.1 Corretora On-line - Home Broker
É
um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as
sociedades corretoras, que torna ainda mais ágil e simples as
negociações no mercado acionário, permitindo o envio de ordens
de compra e venda de ações pela Internet, e possibilitando o acesso
às cotações, o acompanhamento de carteiras de ações, entre vários
outros recursos.
3.2
Corretora Tradicional
O
processo de compra e venda pode ser executado diretamente pelo
operador de sua corretora (corretor - agente autônomo) em seu
terminal ou passada ao operador de pregão.
4
COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS (CVM)
É
a autarquia especial, vinculada ao Ministério da Fazenda, com
a responsabilidade de disciplinar, fiscalizar e promover o mercado
de valores mobiliários.
Criada
pela Lei 6.385, a CVM exerce a atividade de fiscalização e normatização
do mercado de valores mobiliários, de modo a assegurar o exercício
de práticas eqüitativas e coibir qualquer tipo de irregularidade.
Ao mesmo tempo, desenvolve estudos e pesquisas, dos quais obtém
elementos necessários à definição de políticas e iniciativas capazes
de promover o desenvolvimento do mercado.
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Informações:
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Bibliografia:
[1] Mercado de Capitais - Introdução. Bovespa.
[2] Investimentos _ Como administrar melhor seu dinheiro. Editora
Fundamento. Mauro Halfeld.
[3] Mercado Financeiro _ Produtos e Serviços. Editora Qualitymark.
Eduardo Fortuna.
[4] Apostila de Análise Técnica. CMA.
[5] Sites: www.infomoney.com.br e www.itautrade.com.br.
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